Vantagens em ter uma moto
Para além do enorme prazer em ter e viajar numa moto, conduzir uma moto também pode ser sinónimo de poupança de dinheiro e tempo! Em Agosto de 2009 uma jornalista do DN publicou um artigo intitulado "Trocar carro por moto pode valer seis dias por mês". Nas linha seguintes seguem as vantagens e as desvantagens em ter uma mota na prespectiva da LUTU.
Existem no fundo várias razões para considerar o mundo das “duas rodas”, umas racionais outras nem por isso. Para poder ser o mais sintético possível vou optar por colocar as vantagens por pontos.
O espírito de liberdade
Quem anda normalmente de mota sabe a que me refiro, é uma liberdade do “vento na cara”, do quase “pegar na bicicleta” (depende da mota, claro), é o “vamos dar uma voltinha com meia dúzia de amigos”, ou aquela viagem cheia de peripécias para contar (mesmo que tivessem dado uma grande dor de cabeça).
A mobilidade
Quem se desloca em duas rodas sofre muito menos com as limitações com o estacionamento, salvo algumas situações caricatas criadas por algum “cinzentismo opaco”, e com o congestionamento do trânsito (especialmente nas grandes urbes).
A economia
É naturalmente um recurso que permite alguma poupança de tempo e de custos, p.ex. as minhas filhas para fazerem um percurso da escola para casa demoravam cerca de 1,5 horas em transportes públicos, com um desdobramento e gastavam 2€ em cada sentido, o mesmo percurso durava 10 minutos e um depósito cheio (6€) durava toda a semana.
A personalização
Embora exista a questão de evidentes exemplo de mau gosto, ou de gosto pelo menos questionável, todos nós, de uma maneira geral, vestimos de forma diferente, da mesma forma o nosso veículo pode ser uma imagem da nossa “loucura”, ou forma de estar na vida.
A racionalidade
A razão acaba por ser um dos aspectos que leva a aquisição dum veículo de duas rodas, isto é, quando as alternativas para a deslocação se apresentam como nulas ou bastante limitadas,
Melhor percepção do trânsito
As “duas rodas” acabam por ser uma grande escola de condução porque, o estado do piso, o estado dos pneus, dos travões, do ver e ser visto, do vestuário, das condições climatéricas, assumem uma importância que muitas as vezes os outros condutores não tomam em consideração,
Naturalmente que não “há bela sem senão”, e quanto mais não seja pelo facto de não se estar “engaiolado” em 4 paredes de chapa, o recurso a este meio de locomoção obriga a cuidados redobrados…..várias vezes, o que infelizmente nem sempre acontece. Ou seja, é preciso que exista um cérebro por detrás da loucura.
Trocar carro por moto pode valer seis dias por mês
A alteração ao Código da Estrada entrou em vigor e permite conduzir uma moto 125 com a carta de condução do carro. Poupa-se dinheiro e muito tempo.
A diferença entre a moto e o carro num percurso diário, de Setúbal a Lisboa, é de seis dias livres por mês. As contas são do deputado comunista Miguel Tiago, o maior impulsionador da lei, que ontem entrou em vigor, e permite conduzir uma moto de cilindrada 125 com a mesma carta para carro.
A alteração ao Código da Estrada foi proposta pelo PCP e aprovada na Assembleia da República por unanimidade. Transpõe a directiva comunitária que há muito outros países europeus adoptaram. "Como se circularia em Atenas ou em Roma se não fosse de moto?", interroga o deputado.
Além de aliviar a circulação nos grandes centros urbanos, as vantagens notam-se na carteira e no tempo. Segundo o Diário Económico, um condutor que viva na Área Metropolitana de Lisboa pode poupar até 300 euros por mês, num total de 400.
As contas são confirmadas por Miguel Tiago. Todos os dias arranca da porta da sua casa, em Setúbal, rumo a Lisboa. Quando o percurso de carro lhe custava quase 450 euros por mês, e um desgaste numa fila de trânsito durante duas horas, agora gasta de moto 200 euros por mês. "Gasta mais porque tem maior potência, é uma mil. Demoro 40 minutos", refere. Feitas as contas, o deputado tem mais seis dias por mês do que um condutor comum. "Tenho mais tempo para trabalhar, para estar com a família e para ter hobbies", refere.
Na portagem também há vantagens. Quem passar a Via Verde ao volante de uma moto tem um desconto de trinta por cento. A cilindrada agora autorizada (125) também permite conduzir em auto-estrada e pontes, para quem mora nos arredores de Lisboa.
Mas o hábito a uma maior circulação de motos ainda tem de ser conquistado. "Em termos de segurança rodoviária, vai haver um aumento de acidentes no início", refere Manuel João Ramos, à frente da Associação de Cidadãos Automobilizados. Ainda assim, ressalva, a circulação vai ser maior do que o número de acidentes.
O dirigente teme, no entanto, que a falta de parques de estacionamento adequados leve os motociclistas a "estacionamentos selvagens" nos passeios destinados a peões. Aguarda alternativas e exemplifica o caso de Madrid. "Quem adquiria moto podia inscrever-se na internet, ao abrigo de um programa, e pedir lugar de estacionamento à porta de casa."
A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) referiu que a alteração irá ter forte impacto na mobilidade, sobretudo em circuitos urbanos, com vantagens na redução de consumo de combustíveis e maior fluidez .
Fonte: DN