A LUTU
A LUTU é propriedade de Luis Pereira Alves da Silva Reis, Engenheiro Electrotécnico, com uma grande paixão por Mecânica, em especial pelas “duas rodas”, e que decidiu realizar um sonho antigo. Começou por adquirir um Banco de Potência no ínicio de 2006 e que partilhou, num espírito de colaboração, com um conceituado mecânico e ex-corredor (o facto de estar a leccionar no Secundário não permitia total dedicação).
No final do ano 2006, após ter optado pela dedicação exclusiva aos veículos motorizados (em especial às motas) e devido à aquisição de equipamento de diagnóstico, entendeu sediar toda a actividade num local que oferece todas as condições de espaço e segurança.
Factores em conjunto com alguma história recente permitem antever para o sector uma perspectiva de continuidade, ainda que num ritmo limitado, mas com a esperança que possa retomar a energia de um passado não muito distante.
....e estes foram alguns dos pressupostos que originaram o presente projecto.
Entrevista a Luís Reis

Quem é Luís Reis?
R: É um tipo com uma grande paixão por engenharia, motores, tecnologia, optimização de soluções de engenharia, saber fazer, etc.
Quando começou a sua paixão pelas motos?
R: Quando desde tenra idade ( 5, 6 anos) via o meu pai a desmontar a mota na escada do prédio onde vivia, quando sonhava com a bicicleta que nunca tive no início da adolescência e quando e o meu pai me entregou 50 contos para fazer o milagre de tirar a carta, comprar a mota - usada claro, capacete e blusão, quando fiz 18 anos.
Quando decidiu abriu este negócio?
R: Julgo que sempre tive um espírito um pouco empreendedor e desde a faculdade que procurava imaginar o que iria fazer. Quando trabalhava para os outros tinha sempre presente uma questão “será que o que faço justifica o que recebo” e procurava uma resposta, ora em Portugal esta questão é muitas vezes inconveniente e cria algum mal-estar, daí à insatisfação a trabalhar para os outros foi um passo e quando o meu desempenho passou a estar condicionado pelo ditado “mais vale cair em graça do que ser engraçado” vi que as opções se estreitavam numa única direcção.
Dedica-se exclusivamente à paixão das motos?
R: Não, a paixão pelas motas está sempre presente mas, a engenharia, a criatividade, a busca de novos conceitos, tecnologias, saberes, actualizações, estão também “à mão”. E depois o malfadado “retorno do investimento” e “lucro do negócio”, estão todos os dias a melgar-me a cabeça pondo as rédeas que tolhem a persistência e a imaginação. Mas um negócio é isso mesmo, um jogo de equilíbrios num cenário idealizado.
O que significa LUTU?
R: LUTU = LUis + TUning
Considera-se um motociclista, um engenheiro, um artista ou um mecânico?
R: Um engenheiro é quase sempre um misto dos dois últimos, e no meu caso um corolário da passagem por uma Escola Industrial. Um motociclista verdadeiro é sempre um curioso disposto a sujar as mãos e a ajudar os outros. Quanto ao artista essa é uma componente que depende mais da forma como os outros nos vêem e soa um pouco a pretensão quando um tipo se acha um artista, considero-me mais uma espécie de “perito no desenrasca”. Resumindo, e sem pretensões, posso ser um pouco de todos “apimentado” com um pouco de “loucura/irreverência”.
Que tipo de clientes tem a LUTU?
R: Clientes que sabem o que querem, mas que estão abertos a serem esclarecidos numa perspectiva científicas e sem “dribles”, e com quem lidam. Ou seja, clientes esclarecidos, mas ao mesmo tempo curiosos. As questões /dúvidas são bem recebidas.
Quais os principais serviços que presta?
R: Existem na minha cabeças dois nichos de negócio distintos; o “negócio comercial puro” e o “negócio do feito por medida, mais tecnológico e mais criativo”. Neste momento predomina racionalmente o primeiro, mas a intenção é que predomine o segundo. No primeiro estão a venda de veículos motociclos, a sua assistência e a sua manutenção /reparação, no segundo estão; a preparação de todos os veículos concessionados, o tratamento de injectores de gasolina , o teste em banco de potência (motas e scooters), e o restauro por ultrasons.
Porquê a venda de motas chinesas?
R: Bom na verdade existem várias razões:
- Como comecei com esta actividade "um pouco" tarde, não existe um historial da LUTU dentro do sector que permitísse uma afirmação rápida dentro do negócio,
- Em termos de competências puramente mecânicas a LUTU começou com as de um curioso e de um académico, ou seja, teoria com fartura mas com uma experiência limitada (mesmo assim consegue-se estar muito à frente "on the state of the art" da tecnologia das duas rodas)....o tempo o provará,
- As motas chinesas são um bom desafio para perceber o que está mal e aproveitar o que está bem. Convém não esquecer que o Know how dos chineses deve-se essencialmente ao facto de estarem a fabricar alguns modelos, e de acordo com o kaizen japonês (pleanoasmo), para as grandes marcas japonesas,
- É mais um negócio na perspectiva racional de que talvez os portugueses consigam um dia entender porquê é que marcas que recorrem a acabamentos e materias menos nobres tenham já um historial por essa europa fora.
- Por último, o importador das marcas que concessionamos não lida com problemas da falta de peças como muitas das outras chinesas do mercado, o que muito tem contribuido para a sua má imagem,
- A relação preço/qualidade/consumo é bastante razoável e insere-se muito bem nos tempos mais próximos que todos vivemos.